Hoje vamos ver um pouco da história do nosso conhecimento sobre manguezais
Como não existem manguezais na Europa o nosso conhecimento, de base ocidental - herdado dos gregos, precisou de viajantes (comerciantes ou invasores) para que começassem a circular as primeiras notícias sobre estes fantásticos sistemas.
Os primeiros documentos que falam sobre as árvores presentes nos manguezais são tão antigos quanto as campanhas de Alexandre o Grande. Ao expandir seu reino em direção à India ele recebeu relatórios militares sobre o litoral entre o delta do Indo e o Golfo Pérsico.
O relatório de campanha do General Nearco, datado de 325 B.P. descreve estranhas árvores, que alcançavam até 14m de altura, com aspecto de candelabro (chamado Kendel), virado para baixo, avançando sobre o mar (kandelia - R. mangle).
Rhizophora mangle L. no Manguezal do Rio Acuípe, sul da Bahia.
Em 1.230 o botânico mouro Abou´l Abbas el Nabaty,
viajou pela Arábia,
Síria e Iraque e descreveu uma espécie de árvore deste tipo (Kendela)
Em 1.526 o historiador espanhol Oviedo cita as
formações de manguezais da América espanhola em História
geral e Natural das Índias.
Em 1.587 o
historiador português Gabriel Soares de Souza descreve, pela primeira vez, os manguezais
brasileiros no “Tratado descritivo do Brasil”.
Em 1.991 o
geógrafo Renato Herz publica o livro Manguezais do Brasil, com o primeiro mapeamento, via satélite, de toda a área coberta por este sistema na costa brasileira.
Em 2.018 O ICMBIO publica o “Atlas
dos manguezais do Brasil". Esta é a obra mais recente e você pode acessar no endereço eletrônico
Até a próxima postagem !






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